Ex-Prefeito de Bandeirante é condenado por crimes de responsabilidade
O ex-Prefeito de Bandeirante José Carlos Berti foi condenado por crimes de responsabilidades praticados no exercício do cargo. Berti foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por ter nomeado 16 aliados políticos para cargos em comissão sem que estes exercessem funções de chefia, direção ou assessoramento, como exige a legislação. O ex-Prefeito recebeu a pena de cinco meses de detenção em regime aberto, substituída por pena restritiva de direitos.
A ação do Ministério Público foi ajuizada em 2016 pela Procuradoria-Geral de Justiça, pois na época, como ainda ocupava o cargo de Prefeito, Berti tinha prerrogativa de foro e o caso seria julgado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. No curso do processo, porém, ele não se reelegeu e, sem o cargo, a ação foi redirecionada para a Comarca de São Miguel do Oeste, a qual abrange também o Município de Bandeirante.
A denúncia do Ministério Público relata que, em 2013, o então Prefeito sancionou lei que criou 16 cargos comissionados na estrutura da administração municipal. Na sequência, passou a nomear aliados políticos para cargos comissionados. Contudo, os servidores que, sem concurso, ocuparam os cargos comissionados nunca exerceram efetivamente funções de chefia, direção ou assessoramento, como exige a legislação.
Na ação, o Ministério Público sustentou que a Constituição da República institui como regra que o vínculo dos servidores com a Administração Pública se estabelece com aprovação em concurso público. A ressalva existe para as nomeações para os cargos de provimento em comissão, que se destinam apenas a atribuições de chefia, direção e assessoramento.
De acordo com o MPSC, o então Prefeito de Bandeirante agiu com dolo específico de infringir as normas constitucionais, pois sabia que os nomeados eram apadrinhados políticos e não cumpririam as funções específicas dos cargos, como restou comprovado pelos depoimentos dos beneficiados pelas nomeações.
Assim, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de São Miguel do Oeste julgou a ação precedente, e condenou o ex-Prefeito por 16 crimes de responsabilidade - um para cada nomeação irregular. A pena aplicada, de cinco meses de detenção em regime aberto, foi substituída por uma pena restritiva de direitos, que é o pagamento de R$ 50 mil, em 25 parcelas, ao Fundo de Transações Penais da Comarca de São Miguel do Oeste. A decisão é passível de recurso. (Ação n. 8000058-62.2016.8.24.0000)
Últimas notícias
17/04/2026Em Concórdia, MPSC requisita instauração de inquérito policial sobre possível situação de maus-tratos a animais
17/04/2026Em audiência pública, Ministério Público e entidades de defesa do consumidor criticam proposta de mudança em norma da ANAC
17/04/2026Mãe e padrasto são condenados, cada um, a mais de 65 anos de prisão por estupro de vulnerável e outros crimes no Vale do Rio Tijucas
17/04/2026Promotores do MPSC participam de seminário sobre combate à violência contra as mulheres na Penitenciária Sul, em Criciúma
17/04/2026No Meio-Oeste, pai é condenado a mais de 73 anos de prisão por abusar sexualmente dos filhos e mãe recebe pena de mais de 37 anos por omissão
17/04/2026Município de Joinville é condenado a devolver mais de R$ 2 milhões ao Fundo do Meio Ambiente após ação do MPSC
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste