Ministério Público aciona o Poder Judiciário para que Conselho Tutelar de Caçador atue em condições adequadas
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou uma ação civil com pedido liminar para que o Município de Caçador realoque o Conselho Tutelar para um espaço apropriado e ofereça condições de trabalho e atendimento, disponibilizando telefone, internet e impressora. Atualmente, o órgão está operando de forma precária, conforme apurou um procedimento instaurado recentemente. Entre os problemas, citam-se a falta de ventilação e isolamento acústico, o tamanho reduzido das salas e a inexistência de sistemas de comunicação.
A Promotora de Justiça Silvana do Prado Brouwers diz que o cenário afeta diretamente a qualidade dos serviços prestados à sociedade. "O Conselho Tutelar atende as demandas das nossas crianças e adolescentes, e a própria Constituição Federal, em seu artigo 227, diz que ele deve estar aparelhado para cumprir essa função. Isso não vem acontecendo em Caçador, por isso acionamos o Poder Judiciário", explica.
O pedido liminar está sendo avaliado pela Justiça. O objetivo é que providências sejam tomadas no prazo máximo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Isso inclui a disponibilização de um espaço que atenda aos requisitos legais, com infraestrutura e ferramentas de trabalho adequadas, fácil acesso ao público e sem vínculos religiosos.
Desde fevereiro deste ano, o órgão está instalado no prédio da Mitra Diocesana, dividindo espaço com outras repartições públicas, o que estaria gerando constantes interrupções nos atendimentos e a consequente exposição do público infantojuvenil. O setor de habitação do Município, por exemplo, funciona no mesmo corredor do Conselho Tutelar, e a falta de placas indicativas estaria confundindo as pessoas.
A ação civil frisa, ainda, que "a ocupação do imóvel junto à congregação religiosa traz indevida mescla entre o poder público e igreja, o que, inclusive, pode ensejar constrangimento a pessoas que professem outras crenças". Vale ressaltar que o alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros expirou há mais de seis meses e ainda não foi renovado.
As conselheiras tutelares do município afirmam que não foram avisadas previamente da mudança de local e que depararam com salas divididas por painéis de plástico, que não oferecem nenhuma privacidade. A porta de uma delas nem sequer fecha, devido ao tamanho reduzido. Além disso, o almoxarifado, o arquivo e a copa funcionam no mesmo espaço, como mostra a imagem.
Últimas notícias
05/05/2026Fundo da Infância e Adolescência beneficia projetos esportivos em Saudades
05/05/2026Operação Patrola: Ação do MPSC leva à condenação de ex-Prefeita de Irani e outros quatro réus por improbidade administrativa
05/05/2026Operação “Efeito Colateral”: GAECO investiga fraude em atestados para beneficiar detentos em Itajaí
04/05/2026MPSC recomenda que Município de Criciúma realize diagnóstico detalhado da população em situação de rua
04/05/2026Aviso de pauta: Audiência pública vai debater projeto do Porto Brasil Sul em São Francisco do Sul
04/05/2026Ação do MPSC leva Justiça a determinar segundo professor para alunos com deficiência em Ituporanga
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste