MPSC, Polícia Civil e Polícia Militar deflagram operação em Itapoá contra grupo suspeito de furtos de automóveis
Os investigados teriam furtado 27 caminhonetes de luxo em apenas um mês.
Ouça a Promotora de Justiça do MPSC, Lanna Gabriela Bruning Simoni.
Em Itapoá, no Litoral Norte catarinense, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar o crime de furto qualificado de caminhonetes de luxo no Estado, praticado por uma organização criminosa. O resultado foi a deflagração, na terça-feira (25/2), de uma operação conjunta com a Polícia Civil e a Polícia Militar para cumprir mandados de busca e apreensão requeridos pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e deferidos pela Justiça com o objetivo de combater o grupo criminoso.
Na ação, foram feitas nove prisões em flagrante e a apreensão de um adolescente, além do cumprimento de outros sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos envolvidos. A Polícia Civil de Itapoá informou que o grupo teria furtado pelo menos 27 veículos em apenas um mês. Além das prisões, foram apreendidos armas de fogo e munições, drogas, dinheiro em espécie e vários aparelhos celulares.
A Promotora de Justiça Lanna Gabriela Bruning Simoni, destaca que "a operação representa um passo essencial para a contenção da criminalidade em Itapoá, desarticulando uma organização criminosa especializada em furtos de veículos de luxo. Este é o terceiro procedimento investigatório criminal deflagrado este ano na comarca, todos com êxito na identificação e responsabilização dos envolvidos".
Ela ressalta que a atuação integrada do Ministério Público, da Polícia Civil e da Polícia Militar demonstra nosso compromisso em garantir a segurança da população e coibir a atuação de grupos criminosos na região.
Sobre o procedimento investigatório
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou uma investigação criminal para apurar furtos qualificados em Itapoá e regiões vizinhas, com base em um relatório da Polícia Militar. A investigação evoluiu para processo judicial, com a concessão de mandados de buscas e apreensões nas residências dos suspeitos e a quebra de sigilo de dados. Um novo relatório da PMSC indicou a participação de mais indivíduos em furtos de caminhonetes Hilux, resultando em novos pedidos judiciais. Diante disso, a Justiça autorizou o cumprimento dos mandados.
Sobre a operação
As investigações da Polícia Civil começaram em setembro de 2024, quando se observou um aumento no registro de furtos de carros de luxo na região. Durante a apuração, as autoridades policiais identificaram um padrão de atuação da quadrilha e localizaram diversos veículos que foram furtados nesse período.
O grupo se apropriava das caminhonetes e as levava para esconderijos. Nesses locais, os rastreadores eram removidos com o intuito de evitar a localização dos automóveis. Em seguida, os carros eram comercializados de forma ilegal ou levados para outros Estados.