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Até onde você está disposto a ir para mudar o mundo? Para além das flores e felicitações que normalmente acompanham o Dia Internacional das Mulheres, os Promotores e Promotoras de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) rodaram o Estado durante o mês de março, chegando até a fronteira do Brasil com a Argentina, para levar a campanha "Oi, Meu Nome é Maria" e combater a segunda principal causa de morte das mulheres brasileiras dos 10 anos de idade aos 29: a violência doméstica.

A campanha chegou a mais de 1000 alunos a partir do ensino médio  de 20 escolas de  municípios de todas as regiões do Estado -  Lages, São Miguel do Oeste, Florianópolis, Ituporanga, Imbuia, Paial, Bom Retiro, Concórdia, Santa Rosa de Lima, Princesa, Içara e Ituporanga. Foram palestras durante todo o mês com informações e reflexões sobre o combate à violência contra as mulheres e as questões relacionadas à Lei Maria da Penha, como direitos, garantias e medidas de proteção.

O impacto na vida dos jovens que participaram das palestras foi imediato. Em alguns municípios, os Promotores e Promotoras de Justiça além de responderem as dúvidas dos estudantes sobre o tema, também  receberam denúncias.

Entender que você ou alguém que você conhece já passou por situações de abuso é difícil. Comportamentos como a violência verbal, embora normalizados no cotidiano, também fazem parte da violência doméstica e isso surpreendeu os jovens. Saber reconhecer os sinais do problema e como as denúncias podem ser feitas e como agir nessas situações são conhecimentos que podem salvar muitas vidas.



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E o que os jovens têm achado da campanha?

O Lucas, da Escola Roberto Moritz, do município de Ituporanga, vem responder essa questão, e conta como a campanha trouxe muitas informações e esclarecimentos a ele e aos outros alunos presentes. Sobre o evento, ele diz: "Com certeza foi muito necessário, abrangeu partes que a gente necessita muito saber e nos trouxe muitas coisas boas e muitas experiências diferentes, além de poder compartilhar algumas coisas que aconteceram com nossos colegas que não conheciam seus totais direitos, e também não tinham um certo apoio ou alguém para tirar dúvidas. Achei uma palestra muito importante, e foi muito bom estar aqui hoje".

Para Emily, da Escola de Educação Básica Frei Manoel Philippi, de Imbuia, "a palestra foi muito importante porque mostrou lados sobre essa lei que a gente nem fazia ideia!". Ela ressalta a importância de aprender como identificar as agressões, o que fazer para ajudar, e a conscientização de que a violência doméstica não precisa ser necessariamente física, ela pode ser verbal. 

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Fabio de Almeida, diretor da Escola Estadual Valmir Omarques Nunes, acredita que "a palestra demonstrou a importância do MPSC na prevenção da violência contra as mulheres, conscientizando nossos estudantes para construção de uma sociedade mais justa".

Já os alunos da Escola Estadual Guilherme Missena, em São Miguel do Oeste, surpreenderam a Promotora de Justiça Marcela Boldori Fernandes no dia 25/3. Para iniciar o debate, eles produziram um cartaz sobre o tema e expuseram uma manequim representando uma mulher violentada. Atitudes estudantis como essa ilustram a importância de levar esse tema para os jovens, que participam do debate de sua própria maneira. Para estimular a reflexão, os alunos também leram trechos de músicas que representam situações de violência contra a mulher. 

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Repercussão da experiência dos alunos nos meios digitais

Para mostrar o trabalho que nossos Promotores de Justiça e Promotoras de Justiça  realizaram com os jovens nas salas de aula, informações sobre os eventos foram compartilhadas nas redes sociais do Ministério Público. Mesmo não sendo uma campanha desenvolvida para as mídias sociais, os depoimentos dos alunos tiveram impacto.

Os posts tinham formas variadas: textos, vídeos e imagens foram utilizados para compartilhar a campanha com o público de uma maneira mais dinâmica. No twitter, 27 tweets foram publicados, e juntos tiveram um total de 8992 impressões e 309 engajamentos (comentários, retweets e menções).

No Instagram, foram 35 stories e 6 posts publicados no feed, resultando num total de 36.726 alcances, 1153 reações, 1356 comentários e 130 compartilhamentos. Já no Facebook, tivemos um total de 11.875 impressões, 11.601 alcances e 214 engajamentos (reações, comentários e compartilhamentos). 

Nada mal para uma campanha que teve como público-alvo os jovens catarinenses em suas escolas: o alcance da exposição da campanha nas redes sociais da instituição foi enorme!