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A força-tarefa humanitária formada por servidores e Policiais Militares da Casa Militar do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vem atuando desde o início de maio no transporte de doações para os atingidos pela catástrofe climática no Rio Grande do Sul. Já foram carregadas mais de 20 toneladas de mantimentos para sete cidades atingidas pelas enchentes no estado vizinho. 

Nesta quinta-feira (23/5), mais um comboio carregado de mantimentos seguiu em direção a Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre. Nesta viagem, foram transportadas aproximadamente oito toneladas de doações entre água, cestas básicas, itens de limpeza, roupas, fraldas, colchões, cobertores e artigos para animais domésticos. 

Desde a saída do primeiro grupo, no dia 8 de maio, a força-tarefa criada a pedido do Procurador-Geral de Justiça, Fábio de Souza Trajano, já rodou mais de cinco mil quilômetros transportando doações. "O trabalho da força-tarefa é uma maneira efetiva de auxiliarmos o povo do Rio Grande do Sul, que precisa da solidariedade e da ajuda da sociedade em geral para minimizar as consequências dessa catástrofe climática", declarou Trajano. 

A equipe trabalha em conjunto com a Defesa Civil de Santa Catarina, oferecendo uma linha de transporte segura para doações encaminhadas por diversas partes do estado e do país. Já foram entregues diversos mantimentos e produtos essenciais, mas o foco principal tem sido o transporte de materiais sensíveis, como medicamentos e artigos de ambulatório. 

Nas cinco viagens, foram atendidas as cidades de Porto Alegre, São Leopoldo, Canoas, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul, Garibaldi e Gravataí. Estima-se que entre 30 e 40 mil pessoas tenham sido impactadas, direta ou indiretamente, pelas ações do Ministério Público catarinense. "O retorno da força-tarefa é muito positivo. Nós não estamos fazendo mais do mesmo; estamos permitindo o transporte de medicamentos e outros itens sensíveis e importantes com a atenção, cuidado e segurança necessária neste momento", relatou o chefe da Casa Militar do MPSC e responsável pela força-tarefa, Coronel Marcelo Egídio Costa. 

Os comboios contam com dois grupos de revezamento divididos nas funções de carregamento, transporte, segurança e logística. Com o objetivo de ser autossuficiente, a força-tarefa possui uma frota de dois caminhões, um furgão de carga, duas caminhonetes de apoio e uma viatura da Polícia Militar. Os integrantes vão preparados para dormir nos veículos caso necessário e carregam combustível para o abastecimento. 

Campanha de arrecadação 

Para potencializar as ações de suporte às vítimas das enchentes, o MPSC e a Associação Catarinense do Ministério Público (ACMP) estão promovendo uma campanha de arrecadação de roupas íntimas novas (calcinhas, sutiãs, cuecas e meias - adulto e infantil), absorventes íntimos e fraldas infantis e geriátricas, que serão encaminhadas, por intermédio da força-tarefa, ao Rio Grande do Sul. 

Os bens podem ser entregues no andar térreo do edifício-sede do MPSC e no Edifício Campos Salles, em Florianópolis, aos cuidados dos policiais da Casa Militar, até o dia 31 de maio. Também está à disposição o Pix da ACMP (financeiro@acmp.org.br) para que membros e servidores possam contribuir com a aquisição desses itens.

CISI e GAECO 

Em outra frente de atuação, integrantes da Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional (CISI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público catarinense chegaram ao Rio Grande do Sul no dia 10 de maio. Eles estão dando apoio dos Promotores de Justiça gaúchos durante as ações de segurança e fiscalização dos abrigos destinados às vítimas dos eventos climáticos e devem permanecer pelo tempo necessário. 

GEDCLIMA 

O Grupo Especial de Defesa dos Direitos Relacionados a Desastres Socioambientais e Mudanças Climáticas (GEDCLIMA) também vem atuando no tema. No dia 6 de maio, em uma reunião com representantes de diversas instituições que compõem o grupo, foram estabelecidas três contas seguras para depósito em dinheiro a título de ajuda humanitária ao Rio Grande do Sul. A ação foi necessária devido a indícios de golpes relacionados a contas falsas que circulam nas redes sociais. 

Para garantir que o dinheiro das doações seja efetivamente empregado no auxílio às pessoas afetadas pela catástrofe climática, cidadãos interessados em contribuir com recursos financeiros podem doar em segurança por meio das seguintes contas bancárias: 

Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL/RS) 
Chave Pix (CNPJ): 25404730000189 

Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMPRS) 
Chave Pix (CNPJ): 87027595000157 

SOS Rio Grande do Sul 
Chave Pix (CNPJ): 92958800000138 

A criação do GEDCLIMA é um dos frutos de um termo de cooperação assinado pelo MP catarinense com o MP do Rio Grande do Sul em novembro de 2023. As duas instituições uniram-se para definir estratégias e ações de enfrentamento e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas que vêm causando desastres cada vez mais frequentes na região Sul do país. Confira mais informações aqui.

Combate às fake news 

Outra iniciativa é relacionada à comunicação. Para evitar a propagação de notícias falsas a respeito da situação no Rio Grande do Sul, principalmente nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, as unidades do Ministério Público brasileiro se uniram para uma campanha de combate às fake news. 

Desenvolvida pelo Ministério Público catarinense com o apoio dos demais MPs do Brasil, a campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de verificar as informações antes de passá-las adiante. Os conteúdos estão sendo divulgados nas redes sociais das instituições desde o início de maio. Acesse na rede.

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