O Ministério Público de Santa Catarina utiliza cookies para gerar informações estatísticas de visitação, aperfeiçoar a experiência do usuário e prestar os serviços online.
Respeitando seu direito à privacidade, em breve você poderá fazer a gestão dos cookies por ferramenta própria disponível no site.
Até a implementação da ferramenta, você poderá optar por impedir/modificar esse tratamento por meio das configurações do seu navegador.



Um detento que matou um colega de cela no Presídio de Blumenau foi condenado a 13 anos, sete meses e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado. Conforme sustentou o Ministério Público de Santa Catarina, os jurados entenderam que o acusado cometeu homicídio qualificado (pelo uso de meio cruel). 

A sessão do Tribunal do Júri julgou Bruno Machado da Silva, denunciado pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau pela morte de Cleiton Leonardo Kintope, na sexta-feira (8/10). Os dois eram reclusos na Unidade Prisional de Blumenau em uma cela conhecida por "seguro", isto é, um lugar destinado a presos que não podem ficar em cárceres normais, destinados a presos comuns.  

O "seguro" é utilizado para presos que cometeram ou foram condenados por determinados crimes ou para ex-integrantes de facções criminosas, os chamados "decretados". Também é indicado para reclusos que não conseguem, por variados motivos manter um comportamento adequado.    

Na manhã do dia 12 de março de 2020, Bruno Machado da Silva golpeou a cabeça da vítima com socos e bateu por diversas vezes a cabeça dela contra a cama de concreto da cela e, após, utilizou uma toalha para tentar sufocar a vítima. 

O Conselho de Sentença considerou que foram os golpes na cabeça a causa da morte da vítima (meio cruel) e afastou a qualificadora da asfixia. 

Na Sessão de Julgamento, atuou a Promotora de Justiça Andrea Gevaerd.  

A sentença é passível de recurso, mas o réu não preenche os requisitos legais para recorrer em liberdade.