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A segunda live do Setembro Amarelo - mês de conscientização sobre a saúde mental - do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) teve o tema "Preciso de ajuda... e agora?". Na noite desta quinta-feira (9), especialistas da área da saúde foram convidados a apresentar os serviços públicos de atenção psicossocial oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e passaram orientações para prevenir casos de suicídio. A gravação da palestra está disponível no canal do MPSC no YouTube.  

A live faz parte da programação da campanha do MPSC neste Setembro Amarelo, com o slogan "Tudo bem não estar bem. E tudo bem procurar ajuda também". A proposta é debater sobre saúde mental, um tema importante no momento em que vivemos.  

A enfermeira Patrícia Oliani, Coordenadora de Saúde Mental no município de Palhoça, explicou que ainda é preciso normalizar o tema na sociedade e que todos nós podemos levar a conscientização para outros lugares. "Ainda se tem a ideia de que falar sobre suicídio vai incentivar a cometer o suicídio, mas sabemos que isso é mito. É importante levarmos informações de qualidade sobre o tema", ressaltou Patrícia.  

Henrique Marques Fogaça, psiquiatra e Diretor-Geral do Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina (IPq), mostrou dados estatísticos que reforçam a necessidade de discutir o tema. Henrique destacou que "80% das pessoas com transtorno mental em países subdesenvolvidos não recebem tratamento, ou seja, a imensa maioria. A média de investimento em saúde mental em países de terceiro mundo é de 2 dólares por ano por pessoa. Em países de primeiro mundo, essa média sobe para 50 dólares por ano por pessoa". Além disso, o convidado trouxe orientações para identificar riscos de suicídio e conversar com as pessoas nessa situação. Assista aqui.  

A responsabilidade de conhecermos os serviços de saúde disponibilizados em nosso território também foi um tópico abordado. A psicóloga Adriana Satie Funaki, que atua no Núcleo de Apoio à Saúde da Família da Prefeitura de Florianópolis, explicou que o SUS oferece diversos recursos gratuitos, como equipes de saúde, grupos de escuta, capacitação de educadores e rodas de conversas. "A saúde mental tem fatores diversos. Boa parte da população entra em sofrimento pela dificuldade de emprego, pelos filhos não estarem nas escolas. Vivemos um momento de insegurança, e a condição de vida comunitária interfere na vida das pessoas", explicou Adriana, ao falar sobre a ajuda que estamos promovendo na sociedade ao termos conhecimento dos serviços.  

Para o Coordenador do Centro de Apoio dos Direitos Humanos, Promotor de Justiça Douglas Roberto Martins as lives reforçaram o quanto o assunto ainda precisa ser debatido. "As ações do setembro amarelo sempre têm grande relevância na função de normalizar falar sobre saúde mental e suicídio, com informações de qualidade, vindas de profissionais especializados, como ocorreu nas lives realizadas nas últimas duas semanas. Por outro lado, sempre nos chamam à responsabilidade de fortalecer as Redes de Atenção Psicossocial e ampliar o acesso aos serviços de saúde mental, como forma efetiva de atuar preventivamente. Os debates realizados nos deixam essa dupla missão, seguir enfrentado tabus e mitos relacionados ao tema e ampliar a atuação no fortalecimento da política pública", disse. 

Se você ficou interessado no assunto, acesse nosso canal no YouTube e assista à gravação dessa e de outras palestras. As atividades do Setembro Amarelo são promovidas pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor e pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do MPSC.